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Como realizar uma comunicação antirracista durante o ano inteiro?

Por Tamara Lopes, Social Media na Angola Comunicação




Novembro está aí e com ele várias reflexões sobre como realizar uma comunicação antirracista. A célebre frase de Angela Davis com tem sido utilizada por muitas empresas neste mês da Consciência Negra. “Numa sociedade racista não basta não ser racista, é preciso ser antirracista”. Entretanto, muitas pessoas não compreendem o que de fato esta frase representa no dia a dia.

É importante evitar palavras ofensivas, é importante respeitar pessoas negras, é importante criar conteúdos para esse público. Mas não é o bastante. Ser antirracista implica em uma mudança de postura durante toda a vida. Afinal, o racismo está enraizado de forma estrutural na nossa sociedade.

Para que possa acontecer uma mudança, é preciso compreender que pessoas negras são além dos estereótipos a elas atribuídos. Elas são produtoras de conhecimento, são criativas, são inteligentes, são bonitas, são plurais. O ano inteiro e não apenas neste mês de novembro.

Pensando numa perspectiva de trabalho, ser antirracista é garantir um ambiente confortável e digno para pessoas negras, é propiciar que elas possam crescer na empresa, que possam aprender uma função nova na prática, que tenham a oportunidade de construir carreiras sólidas. É também contratar pessoas negras para cargos de tomada de decisão.


Vai realizar uma palestra sobre economia criativa? Que tal contratar uma pessoa negra para ministrar? Se o assunto for “documentários brasileiros”, com certeza haverá uma realizadora negra especialista no assunto. Ser antirracista é também perceber que pessoas negras são capazes de dialogar sobre quaisquer temas que forem do domínio delas e não somente sobre racismo.

Então, é preciso que existam oportunidades para que essas pessoas possam demonstrar suas habilidades durante todo o ano e garantir que a equipe de trabalho seja plural. Pensando nessa perspectiva, destacamos aqui o trabalho de uma das nossas clientes em 2023, a Trilha de Impactos que tem como compromisso promover ações de Diversidade Racial e implementar práticas ESG em empresas. Em entrevista para o jornal O Globo, a fundadora e CEO da Trilhas de Impacto, Juliana Kaiser, aponta: “Racismo no Brasil é aquele assunto de que as pessoas falam quase cochichando. Todo mundo diz que tem racismo no Brasil, mas ninguém é racista. Se tem racismo e ninguém é racista, parece uma equação que não fecha. Por que será que a gente só vê negros limpando o banheiro? Por que a tia do café é sempre negra, e o CEO nunca é negro? Acho que são essas as perguntas — diz a professora. Leia a entrevista na íntegra aqui.

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