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Fala que Alimenta debate criatividade, inteligência artificial e alimentação com juventudes do Recife

  • Foto do escritor: Angola Comunicação
    Angola Comunicação
  • 11 de fev.
  • 3 min de leitura

Mais uma aula virtual foi realizada como parte dos 06 módulos programados para acontecer na ação Fala que Alimenta. Dessa vez, terceira aula, o tema foi Criatividade e Inteligência Artificial (IA) na Comunicação. O bate papo aconteceu no dia 10 de fevereiro, e integrou a trilha formativa do projeto, uma iniciativa do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), em parceria com a Umane, realização da Prefeitura do Recife e execução da Angola Comunicação.


A abertura do encontro foi conduzida pela assessora pedagógica do FQA na Angola Comunicação, Mariana Reis, que destacou o cuidado com acessibilidade e participação. “A comunicação que a gente defende começa pela inclusão, seja com audiodescrição, seja garantindo que todas as pessoas consigam acompanhar e interagir”, afirmou.


O facilitador Vitor Moura, equipe e participantes durante a aula virtual do Módulo III. Foto: Angola Comunicação
O facilitador Vitor Moura, equipe e participantes durante a aula virtual do Módulo III. Foto: Angola Comunicação

Facilitador do módulo, o jornalista Victor Moura, do coletivo Redes do Beberibe, apresentou conceitos sobre inteligência artificial e seus impactos no campo da comunicação. “A IA pode ser uma grande aliada criativa, mas não substitui o pensamento humano. Ela precisa ser usada com transparência, deixando claro para o público quando um conteúdo foi criado com esse tipo de ferramenta”, alertou.


Victor também chamou atenção para riscos como deepfakes, desinformação e viés algorítmico. “Essas tecnologias reproduzem desigualdades da sociedade. Se quem produz tecnologia é majoritariamente homem e branco, o resultado também carrega esses filtros”, explicou, defendendo a ocupação desses espaços por mulheres, pessoas negras e moradores de periferias.


A jornalista da Angola Comunicação, Eduarda Nunes, relacionou tecnologia, comunicação e direitos. “Comunicar é assumir responsabilidade. A IA amplia nosso alcance, mas também amplia os danos quando é usada sem critério. Por isso, falar de alimentação saudável passa também por disputar narrativas no ambiente digital”, afirmou.


Durante a aula, jovens participantes compartilharam percepções sobre o uso cotidiano da IA. Júlia Vieira contou que utiliza essas ferramentas com frequência na produção de conteúdo. “A IA ajuda muito no processo criativo, mas depois dessa aula ficou ainda mais claro que a gente precisa revisar tudo e pensar no impacto do que publica”, disse.


Atividade de uma das participantes, sobre o bairro Cajueiro. Foto: Angola Comunicação
Atividade de uma das participantes, sobre o bairro Cajueiro. Foto: Angola Comunicação

A aula incluiu uma atividade prática em que os participantes criaram imagens, com apoio de IA, inspiradas em bairros do Recife e sua relação histórica com a natureza, em especial os bairros com nomes de frutas como o Córrego do Jenipapo, Cajueiro, Mangueira e Pina (nome associado ao abacaxi). As produções foram apresentadas pelo facilitador Victor Moura. “Vocês conseguiram usar a tecnologia para resgatar memória, território e identidade. Isso é comunicação popular na prática”, avaliou Victor Moura.


Ao final do encontro, foi lançada a atividade intermodular do Módulo 3, que propõe a criação de um post para redes sociais com a provocação “como falar sobre alimentação saudável com minha família”


Encerrando a atividade, Victor Moura reforçou o papel transformador da comunicação. “Seguir comunicando é uma forma de cuidar das nossas comunidades. Quando a gente fala de alimentação, fala também de território, meio ambiente e justiça social”, concluiu.


A ação Fala que Alimenta é uma parceria entre a Prefeitura do Recife, o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS) e a Umane, com produção e execução da Angola Comunicação, e acontece em formato híbrido, com seis módulos no total, sendo três momentos remotos e três momentos presenciais, entre os meses de dezembro de 2025 e abril de 2026.


 
 
 

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