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Por que relatar e sistematizar experiências?

Por Catarina de Angola


Foi especial poder estar em Salvador (BA) no final do ano passado, mais uma vez junto do Fundo Baobá, e interagindo também com a J.P Morgan. Foram três dias realizando um trabalho que já faço há anos: relatar uma atividade, mas desta vez de uma maneira que nunca fiz antes. E aqui vou compartilhar alguns aprendizados e o quão é valioso um processo de sistematizar atividades.


Tive a missão de registro de uma visita a vários pontos e espaços importantes para a história de Salvador e do povo negro no Brasil! Assim que a proposta surgiu, pensei: como fazer isso? Pois estaria caminhando por todos os locais, sem um espaço fixo para sentar em um computador e relatar. Foi tudo dinâmico, em um celular e com muito aprendizado.


Foto: Fernanda Maia | Black REC


Eu já conhecia Salvador de outros trabalhos, de visita de férias, de encontro com amigas. É de fato para mim uma cidade especial. Mas nessa oportunidade, pude conhecê-la pela perspectiva de quem é de lá, de quem reflete sobre ela, e sabe da importância de seu povo para a estrutura desse país e para a luta contra as opressões e o racismo.


Me emocionei ao entrar na sede do Ilê Aiyê e poder conversar com um dos seus fundadores: Vovô do Ilê. De saber mais sobre Maria Felipa e sua contribuição para que eu, também mulher negra, estivesse ali, trabalhando, autônoma da minha vida, em liberdade.


Foto: Fernanda Maia | Black REC


Assim como conhecer iniciativas como a SPD - Sociedade Protetora dos Desvalidos, primeira associação civil negra no Brasil. E o Vale do Dendê, organização de impacto social que fomenta iniciativas negras. Foi um trabalho renovador que realizei com o prazer e a alegria de a Angola Comunicação acessar essa história.


Sistematizar é registrar, interpretar criticamente aquele processo, mas também aprender com ele. Foi assim que aconteceu nesse trabalho em Salvador, nós elaboramos um documento para o Fundo Baobá e J.P Morgan guardando ali o mais valioso do que foi visto, apresentado, refletido. E isso será multiplicado com suas equipes, contribuindo para as decisões de apoio a iniciativas negras em Salvador e no Nordeste. Mas nesse processo, nós aqui também aprendemos, as reflexões coletivas realiadas lá com certeza reverberarão por aqui.


E você, já realiza processos de sistematização em suas práticas? Sua organização já implementa essa metodologia? Por aqui, estamos disponíveis pra conversar mais sobre isso!


Catarina de Angola é jornalista, idealizadora e diretora executiva da Angola Comunicação

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