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  • Foto do escritorAngola Comunicação

Quem não descansa não sonha

Por Catarina de Angola | Diretora Executiva da Angola Comunicação


Foi com esse recadinho que nossa equipe aqui da Angola Comunicação terminou o ano de 2023. E essa é uma constatação compartilhada por todas nós: "Quem não descansa não sonha", porque sim, o descanso é necessário e deve ser tratado como direito. Foi com essa pausa que alimentamos nossa criatividade para começar 2024. Por aqui, temos muitos sonhos pela frente e por isso já realizamos nossa reunião de planejamento, com todas reunidas após descanso e algumas férias. Se você ainda não planejou o seu ano, nosso Calendário 2024 pode te ajudar.


Pessoalmente, as férias foram muito importantes para o meu trabalho aqui na Angola Comunicação. Eu tive a oportunidade de adentrar alguns estados do Nordeste, visitando amigas e familiares. Fui do litoral de Pernambuco ao Sertão paraibano. Adentrei mais e segui pelo Sertão cearense, foi assim que subi a Serra da Ibiapaba, assistindo a beleza de uma das paisagens mais bonitas que já vi neste mundo. Cheguei ao litoral piauiense e na divisa dele com o Maranhão me emocionei com o Delta do Parnaíba. A volta foi pelo litoral do Ceará, do Rio Grande do Norte e da Paraíba. Voltei a Pernambuco com uma certeza: quanta riqueza, quanto conhecimento nosso povo tem!


Também passei por Sucesso no Ceará com a esperança que 2024 seja um ano bom. Foto: Catarina de Angola/ Angola Comunicação


Eu vivenciei realidades urbanas e rurais, nas capitais, no litoral, no interior, e enquanto isso minha cabeça fervilhava de ideias, mesmo estando de férias. Percebia a cada momento como aquela viagem estava sendo rica para o meu processo como comunicadora, para a criação de campanhas e peças de comunicação, para o debate de estratégias de mobilização social. Viver, no offline, um presencial tão diverso foi muito importante para alimentar minha criatividade. Eu não estou na defesa de um descanso necessariamente criativo ou produtivo, mas é que eu acredito que o criar não se dá apenas quando sento aqui para escrever este texto, mas sim quando vivo e quando me abro para observar, escutar e aprender. E aprendi muito em uma viagem de mais de 3.000 km rodados de carro, descobrindo vegetações, reconhecendo biomas, compartilhando com meu companheiro e minha filha de três anos, vendo ela tão pequena se maravilhar com as belezas e aprender tanto.



Tereza de Angola às margens do rio Igaraçu, em Parnaíba, no Piauí. Foto: Catarina de Angola/ Angola Comunicação


Sem querer, me peguei refletindo sobre a validação que damos enquanto sociedade ao conhecimento formal e o quão não valorizamos o conhecimento informal. Quanto vale o conhecimento de Valderene sobre a diferença entre as palmeiras Tucum e Carnaúba? E o da fateira dona Maria? Elas têm informações valiosas sobre a vida em seus territórios tão importantes para o nosso país, mas em geral tão desvalorizados.


Tive a oportunidade de ver e de me deixar levar por estratégias de marketing locais, que me levaram a conhecer uma bala de café, não tão boa assim, mas também a tomar uma cajuína artesanal geladinha. Me lembrei dos conhecimentos que compartilhamos aqui no Guia de Tendências (e boas práticas) de Comunicação 2024. Com certeza também me deparei com exploração de territórios em nome de uma energia verde, do agronegócio ou do turismo (aqui cabe outro texto). E foi assim que voltei pra casa alimentada para muito trabalho este ano, depois desse descanso que foi mesmo um bocado de aprendizado.


Eu desejo que você tenha também conseguido pausar, ao menos um pouco, que tenha a possibilidade de planejar férias, mesmo sabendo que essa não é uma realidade possível para muitos.


Aqui seguimos alimentadas para mais um ano de luta. Também estamos atentas às eleições municipais que acontecem em 2024. Prontas para partilhar os nossos conhecimentos de comunicação e mobilização social na rua!

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