Ferramenta nenhuma substitui identidade institucional
- Angola Comunicação

- 4 de mai.
- 2 min de leitura
por Catarina de Angola*
Durante todo este mês de abril, a gente trouxe aqui na Fuá uma série de textos sobre Inteligência Artificial. Não como manual, nem como um guia de ferramentas, mas como reflexão, provocando questões que acredito que o nosso campo precisa fazer.
Falamos sobre o uso no dia a dia e o que está por trás das ferramentas, sobre esse universo, que vai muito além do ChatGPT, sobre o que não pode entrar nessas ferramentas quando o trabalho envolve territórios e contextos diversos. Também já adiantamos a conversa sobre agentes, sobre privacidade e sobre o que significa usar IA com intencionalidade política. E na semana passada pautamos a contradição que não tenho percebido a gente conversar, muitas relevantes críticas sobre a IA, mas sem reflexão de fato no seu uso diário.
No começo da série, deixei três perguntas pra levar pra dentro das organizações. Vocês conversaram sobre os limites do uso? Quando usam IA pra criar conteúdo, quem verifica se ainda soa como vocês, com a identidade da organização? A IA está liberando espaço pra pensar com mais profundidade, ou só acelerando a produção do mesmo?
Tenho a convicção de que essas perguntas precisam ser feitas em conversas com a equipe, com gestores, com quem executa e com quem decide. E que o debate político sobre IA e o debate técnico sobre como usar fazem parte dessa conversa.
O que queremos reforçar com esta série é que nenhuma ferramenta substitui identidade. As organizações que já sabem o que querem dizer podem também usar ferramentas de IA pra reforçar esse trabalho. Quem ainda não sabe, corre o risco de deixar a máquina dizer o que deve ser falado institucionalmente, e isso é um risco.

E nós da Angola Comunicação queremos contribuir com as organizações e ajudá-las nessa reflexão. Podemos aprofundar esse debate e prática com formações, com consultorias, ou com um processo de elaboração de protocolos e política interna de uso. Temos estudado, testado, errado, ajustado nossa prática e estamos prontas pra essa conversa.
Este texto finaliza a série sobre IA neste mês de abril, mas o tema não sai mais do nosso dia a dia e com certeza voltará na Fuá, como parte das reflexões e práticas que estamos construindo, e sim, compartilharemos com você.
Se quiser continuar essa conversa com a gente, é só responder a este e-mail, nós vamos adorar te escutar.
*Catarina de Angola é mãe, jornalista e consultora em comunicação. Fundadora e diretora executiva da Angola Comunicação.




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