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Você pensa a mobilização social para além da internet?

Por Catarina de Angola


Mobilizar mais pessoas. Esse talvez seja o maior objetivo da sua organização social, do seu projeto, da sua iniciativa social. E talvez você também já saiba que a comunicação é uma estratégia importante para o alcance desse objetivo. O quanto você está priorizando ela? 


Esse foi o tema central da conversa que tive com Bárbara Paz e Ester Borges no podcast do Instituto Minas Programam, que tem o objetivo de registrar histórias de mulheres negras na internet que utilizam tecnologias digitais para lutar pela justiça social. Fiquei feliz com o convite para falar da nossa experiência aqui na Angola Comunicação, afinal, somos uma agência de comunicação de causas. 


A comunicação é um elemento importantíssimo da mobilização social e não tem nada neste país que não tenhamos conquistado com relação a direitos que não tenha sido por meio da mobilização de pessoas, de levantes, e revoltas. E nós mulheres temos uma participação ativa nesses processos. 



A internet potencializou processos de comunicação e a pandemia eu diria que até acelerou alguns processos aqui no Brasil (hoje em dia, muito mais gente sabe criar uma reunião online). As redes sociais passaram a ser canais fortes de comunicação e muitas vezes nos deixam com a impressão que acompanhamos a vida até de pessoas que estão mais longe da gente.


Do ponto de vista das nossas organizações e projetos, a internet e em especial as redes sociais nos dão a impressão que chegamos a mais pessoas, mas será mesmo? Deixo aqui esse questionamento para que possamos refletir sobre soluções menos tecnocêntricas. e a pensar mais sobre como estamos mobilizando pessoas para nossa causa, é apenas com a presença nas redes sociais? Como estamos fazendo isso com estratégia?


Uma das perguntas que as apresentadoras do Minas Programam me fizeram foi sobre a diferença entre comunicar para causas e comunicar para iniciativas privadas, que tem o lucro como objetivo. Nesse ponto eu sempre destaco que quando a gente pensa uma comunicação que mobiliza, a gente pensa em uma comunicação construída para que mais pessoas possam refletir sobre ela, é também sobre mudanças de comportamentos. É importante que a gente saiba com quem a gente quer conversar, porque em geral não temos condições de conversar com todo mundo (e às vezes o fato de estar nas redes sociais pode nos dar essa impressão, mas ela não é real).


Foto: Freepik


A comunicação para mobilização é uma via de mão dupla em que a gente oferta informações sobre nossa causa, mas aprende muito sobre quem mobilizamos. E temos que ter objetividade na hora de construir nossa comunicação, além de perder o medo de falar de nossas ações e conquistas.


Alguém aqui que lê esse texto agora reconhece que tem dificuldade de falar das conquistas de suas ações, de sua organização? Nós somos as melhores pessoas para falarmos de nossos projetos e se eles são ações que objetivam transformar este mundo em um lugar melhor para todas as pessoas, por que não falar sobre ele?

Aqui na Angola Comunicação, essa construção de outros imaginários, a partir de uma comunicação que mobiliza pessoas para transformações sociais, é um ponto muito importante.


E se quiser continuar essa conversa, ouve o podcast completo ou envia uma mensagem pra gente. Vamos adorar conversar mais.


Catarina de Angola é jornalista, idealizadora e diretora executiva da Angola Comunicação

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