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Audiovisual made in Nordeste

Vamos de indicação de filme e série?

por Sara Brito | Angola Comunicação


Não é sempre que o Nordeste é representado fielmente nas telas. Com financiamento e recursos centralizados no Sudeste, muitas produções sudestinas usam o Nordeste apenas como temática e como gancho, reproduzindo estereótipos e histórias únicas, sem variações. Mas duas obras audiovisuais produzidas no Nordeste divergem dessa mesmice limitante e estão sendo muito comentadas nos últimos meses, inclusive com circulação internacional, são elas a série Cangaço Novo e o filme Retratos Fantasmas.

Com um elenco majoritariamente da região Nordeste e uma produção de alta qualidade, Cangaço Novo (Prime Video) traz, segundo a crítica especializada, as cenas de ação mais complexas já filmadas no Brasil. Fotografia hipnotizante e atuações aclamadas. A série conta uma história ambientada no Semiárido do Nordeste e que envolve cangaço, mas sem o engessamento e superficialidade da maioria de produções audiovisuais que abordam esses temas. Sua trama é mais complexa, com relações familiares, política e organização comunitária.




Já o filme Retratos Fantasmas (em cartaz nos cinemas) também se passa na região Nordeste, mas em outro cenário, o das grandes cidades, neste caso, no Recife, capital de Pernambuco. É um documentário narrado em primeira pessoa pelo diretor Kleber Mendonça Filho e que faz apontamentos sobre ruínas, sobre as coisas que acabam e sobre as mudanças pelas quais as cidades passam. Para Adelaide Ivánova, o filme é também sobre memória coletiva e direito à cidade. Retratos Fantasmas, que fala do Nordeste sem falar de seca, está em circulação internacional e foi o escolhido do Brasil para concorrer a uma indicação ao Oscar.


Cangaço Novo e Retratos Fantasmas são duas oportunidades de conhecer uma produção do Nordeste que incorpora as características dessa região: diversa, criativa e cheia de possibilidades.


Foto 1: Victor Jucá | Foto 2: Reprodução

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