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Comunicação e captação andam juntas

  • Foto do escritor: Angola Comunicação
    Angola Comunicação
  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

por Catarina de Angola*

Nesta Fuá chegamos com novidades, mas que também já traz caminhos! Nós da Angola Comunicação estamos facilitando uma trilha de formação em comunicação e captação de recursos para 21 organizações da sociedade civil brasileira, no âmbito do projeto AURORA, uma iniciativa da Painá – Catalisadora de Impacto, apoiada pela OAK Foundation. Estamos felizes com o convite da Painá, parceira que nos orgulhamos de caminhar junto e estar nessa ação com tantas outras mulheres. 


Até maio estaremos partilharemos conhecimentos sobre comunicação e captação com organizações que atuam com direitos territoriais, socioambientais, democracia, integridade da informação, segurança pública e política de drogas. Organizações com histórico de luta, presença nos territórios e comunicação que já movimenta pautas importantes. E que, como tantas outras, enfrentam o desafio de fazer essa mesma comunicação trabalhar também pela sustentabilidade financeira.


É um privilégio estar nesse espaço e também uma oportunidade de compartilhar aqui, na Fuá, algumas das reflexões que estamos levando para dentro dessa formação.


A primeira delas é uma que você já leu por aqui na semana passada: a comunicação estratégica se constrói antes da urgência. Quando um financiador não renova o apoio, quando o dinheiro está acabando, quando a organização precisa se tornar visível em tempo recorde, as perguntas que surgem são pertinentes. O desafio é o contexto em que precisam ser respondidas. Urgência não é o melhor lugar para construir narrativa. Nem relação. Nem confiança.


E é justamente confiança o que está no centro da captação de recursos hoje. Financiadores, sejam fundações, empresas ou pessoas físicas, não financiam apenas projetos, financiam organizações que mostram credibilidade ao longo do tempo. Essa credibilidade se constrói com comunicação consistente, com presença, com narrativa definida sobre quem se é e que transformação se quer produzir no mundo.


Muitas organizações comunicam muito bem para pautar o debate público, mas ainda não desenvolveram a capacidade de contar essa mesma história para quem pode se tornar apoiador. Não porque o trabalho seja menor, mas porque a conversa de chegança é outra.


Foto: Encontro de abertura do projeto AURORA, capitaneado pela Painá - Catalisadora de Impacto. Setembro de 2025.
Foto: Encontro de abertura do projeto AURORA, capitaneado pela Painá - Catalisadora de Impacto. Setembro de 2025.

Três transformações simples que podem mudar muito nessa direção:

  • Sair da comunicação de projeto para uma comunicação guiada pela missão. Que exista independente de qual projeto está ativo, que responda sempre às mesmas perguntas fundamentais: quem somos, que problema enfrentamos, que transformação queremos produzir.


  • Sair da divulgação de atividades para a narrativa de transformação. Em vez de postar imagens da reunião dizendo que ela aconteceu, podemos falar sobre o impacto das ações e como elas vem mudando a vida das pessoas.


  • E tratar a comunicação não como despesa, mas como construção de confiança. Cada newsletter, cada publicação, cada evento é um depósito nessa conta. Quando chega a hora de pedir um apoio, essa conta precisa estar cheia.


O básico, feito com regularidade e intenção, faz mais pela sustentabilidade de uma organização do que qualquer campanha pontual de alto custo.

Se isso faz sentido para a realidade da sua organização, chama a gente para conversar.


*Catarina de Angola é mãe, jornalista e consultora em comunicação. Fundadora e diretora executiva da Angola Comunicação.


 
 
 

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