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Entre territórios e futuros: por que começamos o ano olhando para 2025

  • Foto do escritor: Angola Comunicação
    Angola Comunicação
  • 19 de jan.
  • 4 min de leitura

por Catarina de Angola*


Muito bom poder escrever para você em 2026!


Escrever estando aqui, viva, gerindo a Angola Comunicação, aprendendo todos os dias com os trabalhos que fazemos, com os territórios onde pisamos e, sobretudo, com a equipe que sustenta esse caminho junto comigo. Em um mundo que insiste em nos empurrar para a pressa, começar o ano lembrando do que foi vivido é também um gesto político.


2025 foi um ano especial para nós! Consolidamos mudanças que vinham sendo construídas desde o ano anterior e afirmamos, com mais nitidez, quem somos: uma iniciativa de comunicação e estratégia para o campo do impacto social, que atua com ações de agência, formação e consultoria. Completamos seis anos, celebramos com amigas e parcerias, e seguimos firmando os pés em territórios diversos, mas sem perder a capacidade de olhar para fora.


Estivemos em Belém durante a COP30, acompanhando de perto como clima, política e comunicação se cruzam. Circulamos por espaços de inovação como o  Rio Inovation Week e atravessamos o mundo em uma imersão de vinte dias na China, dialogando com iniciativas de tecnologia, negócios e com a diplomacia brasileira em Pequim e Xangai sobre os laços Brasil–China. Experiências distintas, atravessadas por uma mesma pergunta: como comunicar futuros possíveis com os pés no presente e sem esquecer e apagar o passado?


Estivemos em Belém (PA) durante a COP30, no mês de novembro de 2025.
Estivemos em Belém (PA) durante a COP30, no mês de novembro de 2025.

Em 2025, caminhamos ao lado de 28 organizações e projetos de todo o país, em mais de 30 iniciativas que envolveram estratégia, design, pesquisa e produção de conteúdo, formação e mobilização social. Atualizamos o documentário Tem Floresta em Pé, Tem Mulher, da Oxfam Brasil, que tínhamos já realizado para campanha que nasceu em 2023 e que realizamos com a organização, campanha que segue viva porque nasce da escuta de mulheres extrativistas, quilombolas e quebradeiras de coco babaçu do Norte do país. Para o Fundo Baobá, realizamos um amplo processo de pesquisa que contribuiu para o planejamento da segunda edição do Programa Marielle Franco, com escuta e diálogo com centenas de mulheres negras de todas as regiões do Brasil.


Desenvolvemos planejamentos estratégicos de comunicação para organizações e projetos diversos, como o Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), Floresta+ Amazônia (PNUD e MMA), Fundação Luterana de Diaconia (FLD), Fab Lab Rec e Que Massa! Galeria, que também atuamos com criação da identidade visual.


Com a FLD, construímos também a campanha #SomosFLD, marcando um novo momento institucional. Elaboramos ainda o projeto gráfico e a diagramação do Plano de Ação Brasileiro de Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca (PAB), do Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA), ampliando nosso diálogo com políticas públicas e comunicação institucional. Produzimos um processo de pesquisa e construímos os textos da agenda da Associação dos Docentes da Universidade Federal do Ceará (ADUFC).


Na Embaixada do Brasil em Pequim (China), com Daiane Dultra, da Painá, fomos recebidas por Luiz Carlos Keppe, do Setor de Meio Ambiente e Mudança do Clima.
Na Embaixada do Brasil em Pequim (China), com Daiane Dultra, da Painá, fomos recebidas por Luiz Carlos Keppe, do Setor de Meio Ambiente e Mudança do Clima.

Trabalhamos novamente com o Mapa do Acolhimento, dessa vez formando juventudes em gênero e audiovisual no Agreste e na Zona da Mata de Pernambuco. E, falando em juventudes, tiramos do papel um projeto que vinha sendo gestado com cuidado desde 2024: o Fala que Alimenta, uma formação em comunicação e alimentação adequada com 60 jovens da periferia do Recife, em um processo híbrido, presencial e remoto. Uma iniciativa do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), da Umane e Prefeitura do Recife, executada por nós da Angola Comunicação. Formação, para nós, nunca foi ação pontual, mas estratégia de longo prazo.


Atuamos com formação de jovens em comunicação também para o arquipélago do Marajó, no Pará, onde executamos a comunicação do Marajó Resiliente. Para ele também desenvolvemos campanhas, em especial para a COP 30. No contexto da conferência onde também idealizamos campanhas, identidades visuais e materiais de comunicação para  organizações como a Fundación Avina, CESE e Cáritas Brasileira. 


Voltamos a trabalhar com organizações que tanto admiramos como o INESC, UNFPA e a Articulação Semiárido Brasileiro (ASA )e alcançamos novas parcerias como WWF, Énois, Insposuma, Instituto Terre des Hommes Brasil (TdH), Nem Presa Nem Morta e IAC. Palestramos sobre gênero e preconceito regional para uma equipe que estava fortalecendo seus processos de equidade e inclusão. 


Equipe da Angola Comunicação: Catarina de Angola, Gabriela Lobo, Carol Barreto, Ylka Oliveira, Anna Terra e Thaís Pereira,  durante a celebração dos nossos 06 anos (da esquerda para à direita). Foto: Jéssica Bernardo.
Equipe da Angola Comunicação: Catarina de Angola, Gabriela Lobo, Carol Barreto, Ylka Oliveira, Anna Terra e Thaís Pereira,  durante a celebração dos nossos 06 anos (da esquerda para à direita). Foto: Jéssica Bernardo.

Reunimos alguns desses trabalhos aqui para afirmar nosso método. 2025 nos ensinou, mais uma vez, que comunicação é processo, leitura de contexto e ação política. Nos inspiramos na Sankofa que nos ensina: “retornar ao passado para ressignificar o presente e construir o futuro”.


A FUÁ nasce desse mesmo lugar. Em 2026, seguiremos aqui com  esse espaço de memória viva, mas também de antecipação de futuro. Ao longo do ano, vamos refletir sobre clima, democracia, inovação, inteligência artificial, comportamento, cultura e formação, sempre a partir do Sul Global, das desigualdades que estruturam o mundo e das perguntas que as organizações precisam enfrentar para continuar relevantes e transformar essa realidade.


Espero que tenhamos você por perto, seguindo com a gente. Pensando comunicação como ação para reafirmar causas, projetos e futuros possíveis.


Bem-vinda à FUÁ 2026!


*Catarina de Angola é mãe, jornalista e consultora em comunicação. Fundadora e diretora executiva da Angola Comunicação.


 
 
 

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