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Comunicar a defesa de direitos no contexto das eleições

  • Foto do escritor: Angola Comunicação
    Angola Comunicação
  • há 7 dias
  • 2 min de leitura

por Catarina de Angola*


No próximo domingo, 16 de agosto, começa oficialmente o período eleitoral no Brasil, mas pra muita gente com quem a gente caminha, a decisão de que política se discute, sim, já estava tomada há muito tempo. Isso ficou ainda mais concreto pra nós da Angola Comunicação, que, nos últimos dois dias,  facilitamos o Encontro de Mulheres do Semiárido, da Articulação Semiárido Brasileiro (ASA), que reuniu cerca de 150 mulheres pra conversar sobre o que precisa ser assegurado pra vida delas no Semiárido.


E essa Fuá sai justamente no dia 12 de agosto, quarenta e três anos depois de Margarida Maria Alves ser assassinada, na Paraíba, por defender os direitos das trabalhadoras e trabalhadores rurais. Ela foi a primeira mulher a presidir um sindicato rural no Brasil, e sua morte é hoje lembrada como Dia Nacional dos Direitos Humanos. O mote do encontro que facilitamos, "Medo nós tem, mas não usa", é frase dita por ela, que segue guiando a luta feminista rural no Brasil até hoje.


E reforçamos, política se discute sim. Foi com essa afirmação que nós da Angola Comunicação lançamos a campanha Sustenta! , e no manifesto reforçamos que imparcialidade não existe, e que quem fala que política não se discute, perdeu a possibilidade de defender o projeto de país em que acredita. 


Equipe da Angola Comunicação (da esquerda pra direita: Ylka Oliveira, Anna Terra e Catarina de Angola) na facilitação e relatoria do Encontro Mulheres do Semiárido, em Gravatá/PE. 
Equipe da Angola Comunicação (da esquerda pra direita: Ylka Oliveira, Anna Terra e Catarina de Angola) na facilitação e relatoria do Encontro Mulheres do Semiárido, em Gravatá/PE. 

Nesta terceira edição da nossa série sobre comunicação e eleições, quero reforçar por que esse posicionamento importa tanto pra nossa vida institucional. Organizações que defendem direitos humanos não nasceram nem existem separadas da política, elas existem justamente porque, em algum momento, um direito não estava garantido e alguém decidiu que era preciso lutar por ele. Silenciar sobre o que está em jogo numa eleição não protege a instituição, entrega o campo de disputa pra quem já está nele, decidindo sozinho o que interessa.


E para isso, comunicação é essencial, é ação política. Não é só registrar o que uma organização faz, é ecoar, ampliar e repetir as ideias que orientam essa defesa de direitos, até que elas cheguem em quem precisa ouvir e em quem tem poder de decisão e isso se chama incidência! Comunicar durante o período eleitoral não é necessariamente declarar apoio a candidaturas específicas, é dizer o que uma comunidade, um território, uma população precisa ver garantido, seja quem for eleito em outubro.


E se quiser saber mais sobre a campanha Sustenta!, é só chamar a gente pra uma conversa ou responder este e-mail.


*Catarina de Angola é mãe, jornalista e consultora em comunicação. Fundadora e diretora executiva da Angola Comunicação.


 
 
 

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