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Planejar como um ato de defesa da democracia

  • Foto do escritor: Angola Comunicação
    Angola Comunicação
  • 1 de jun.
  • 2 min de leitura

por Catarina de Angola*

Na semana passada, nossa equipe da Angola Comunicação se reuniu presencialmente para um processo de planejamento, em Pernambuco. Todas juntas, inclusive as que vieram de outros estados, num lugar de muito verde, com tempo pra olho no olho, conversa sem pressa e até jogos de cartas e tabuleiro. Esse encontro foi um desejo que a gente semeou, pra seguir cultivando em todos os anos, porque pra gente é muito importante parar pra pensar juntas e trocar conhecimentos e percepções de mundo, em vez de seguir só executando.

 

No nosso encontro, olhamos para o período de julho deste ano a junho de 2027. Olhamos pra trás, pros trabalhos que entregamos, mas também pros que queremos desenvolver. Olhamos pra dentro, com a construção da nossa política de desenvolvimento individual e feedbacks e o início da nossa política de uso de IA. E olhamos pra frente, porque pra gente planejar é desenhar nossos sonhos. É decidir onde queremos que nosso trabalho chegue e que tipo de impacto a gente quer continuar provocando.


Equipe da Angola Comunicação toda reunida para planejar o futuro. Foto: Jéssica Bernardo/Angola Comunicação
Equipe da Angola Comunicação toda reunida para planejar o futuro. Foto: Jéssica Bernardo/Angola Comunicação

E foi nesse processo que a conjuntura entrou. Este ano, em outubro, o Brasil vai às urnas pra escolher presidente, governadores, senadores e deputados. A gente não conseguiu pensar nos próximos doze meses sem colocar isso na centralidade. Porque comunicar pra mobilização social, num ano de eleição, não é uma tarefa pontual. É um trabalho que começa muito antes da campanha e segue muito depois do resultado. E também debatemos esse contexto como cidadãs nos perguntando que futuro queremos construir.

 

A gente já comunicou em momentos eleitorais antes. Eu Voto em Negra, Meu Voto Vale Muito, e outras campanhas que construímos com organizações e movimentos sociais. Essa experiência ensina que comunicar mobilização não é apenas pensar nas peças e produtos, é construir narrativa e mobilizar, conectando quem precisa estar conectado. E é um trabalho que pede método, escuta dos territórios e objetividade política sobre o que se quer dizer.

 

Nas próximas semanas, vamos aprofundar essa conversa aqui na Fuá. Mas também já adiantamos que estamos disponíveis pra construir campanhas de mobilização social nesse ciclo eleitoral. Na verdade, estamos animadas pra isso, para contribuir com esse momento a partir da comunicação, que é sempre centralidade em uma campanha eleitoral. Quem quiser conversar mais é só entrar em contato com a gente.

 

E também quero compartilhar outro voo nosso. Ano passado estivemos na China, neste ano, a próxima Fuá provavelmente vai chegar de Londres, na Inglaterra. Estarei no SXSW London, pela Angola Comunicação. Coração e mente abertos pra ver o evento vai compartilhar sobre IA, arte, cultura, música, digital, mas também indo bem aberta para trocas e inspiração. A gente aprende muito aqui, a partir da nossa ação, com os diversos territórios onde pisamos, mas também vamos alçando outros voos. Semana que vem, trago mais notícias das bandas de lá! E já te convido a acompanhar nossa cobertura do festival direto do nosso Instagram @angolacomunicacao.

 

*Catarina de Angola é mãe, jornalista e consultora em comunicação. Fundadora e diretora executiva da Angola Comunicação.


 
 
 

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